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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Junichi Sato e Toru Suzuki - Nós também defendemos a liberdade!
Junichi Sato e Toru Suzuki podem passar um ano e seis meses atrás das grades japonesas. O tempo de cadeia foi oficialmente pedido pela promotoria do caso conhecido como Tokyo Two, na última sessão do julgamento. Se de fato condenados, este será o maior tempo de prisão para membros da equipe do Greenpeace.
Os dois ativistas estão submetidos a um julgamento coberto de contradições e mentiras por terem denunciado esquema de contrabando ilegal de carne de baleia no Japão. Em 2008, graças à denúncia anônima de um funcionário aposentado da Kyodo Senpaku, empresa dona de uma das frotas de pesquisa com cetáceos no Japão, começava uma investigação minuciosa sobre a venda da carne no mercado negro, com anuência da Agência Governamental de Pesca e do Instituto de Pesquisa de Cetáceos, órgão responsável por regular a caça científica.
O resultado da investigação comprovava o contrabando, mas o resultado passou longe do esperado. Um inquérito chegou a ser aberto, e arquivado e, pouco tempo depois, a denúncia foi distorcida. Começava aí um julgamento por roubo e invasão de propriedade contra os ativistas.
Durante o período, foram indas e vindas à Corte do país, que ouviu declarações contraditórias da tripulação do navio de onde a carne foi interceptada. Ora assumindo o contrabando, ora negando, ou mesmo dizendo não se recordar do assunto, as testemunhas deram ampla prova do caráter político e corrupto do julgamento.
Os dois ativistas estão submetidos a um julgamento coberto de contradições e mentiras por terem denunciado esquema de contrabando ilegal de carne de baleia no Japão. Em 2008, graças à denúncia anônima de um funcionário aposentado da Kyodo Senpaku, empresa dona de uma das frotas de pesquisa com cetáceos no Japão, começava uma investigação minuciosa sobre a venda da carne no mercado negro, com anuência da Agência Governamental de Pesca e do Instituto de Pesquisa de Cetáceos, órgão responsável por regular a caça científica.
O resultado da investigação comprovava o contrabando, mas o resultado passou longe do esperado. Um inquérito chegou a ser aberto, e arquivado e, pouco tempo depois, a denúncia foi distorcida. Começava aí um julgamento por roubo e invasão de propriedade contra os ativistas.
Durante o período, foram indas e vindas à Corte do país, que ouviu declarações contraditórias da tripulação do navio de onde a carne foi interceptada. Ora assumindo o contrabando, ora negando, ou mesmo dizendo não se recordar do assunto, as testemunhas deram ampla prova do caráter político e corrupto do julgamento.
Apesar do Conselho das Nações Unidas para Direitos Humanos ter condenado abertamente o julgamento e, principalmente, a prisão arbitrária por 26 dias a qual os dois ativistas foram submetidos no início do processo, a promotoria insiste em mais 18 meses de cadeia para Junichi e Toru.
“O que fizemos foi simplesmente expor a corrupção na indústria baleeira. Não roubamos a caixa da qual interceptamos a carne, pois não tínhamos interesse privado nela. Nossa atitude foi de interesse público”, afirmou Junichi Sato. “O que queremos hoje é garantir que a mensagem de que o governo japonês está pressionando dois ativistas que revelaram um crime dentro da indústria baleeira japonesa se espalhe pelo mundo”, complementa.
A sentença final do julgamento será lida no dia 06 de setembro.
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