
Testemunho de uma ativista
Por Monique Tayla
Na última terça-feira, 20, cerca de 30 ativistas protestavam em frente ao prédio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o intuito era chamar a atenção (e quem sabe impedir) o leilão que definiu o consórcio que construirá a usina de Belo Monte. No primeiro momento me senti em uma ação secreta, estilo espiões! Mas tive total confiança, para confirmar minha presença por telefone, quando a Rosi, coordenadora do grupo, me ligou no sábado a noite.
Fiquei impressionada com a assistência que o Greenpeace deu para os ativistas ao desenvolver de toda atividade, isso me passou total segurança, já que foi minha primeira "ação direta", senti que por pior que a situação pudesse chegar, eu estaria amparada por toda equipe. Parabéns mesmo, a segurança é essencial quando estamos no meio de uma ação, já que vamos preparados para o pior. Além disso, ver 350 policiais ao seu redor assusta um pouco... Para mim, as cinco horas de atividade passaram voando, quando me acorrentei estava preparada, física e psicologicamente, para umas 12h de "chá de chão”.
Foi bem pacifista, como toda atividade do Greenpeace, porém, infelizmente não conseguimos impedir o leilão. Mas me confortei pelo fato de termos atingido a mídia e assim, levar informação para população. A atuação do Madalena foi show, decidido e determinado. O contato com outros ativistas também foi muito bom, conheci uma galera de atitude e opinião!
Conversei com um amigo, que trabalha no meio do Amazonas estudando mamíferos aquáticos, e ele me falou que já é visível os impactos da destruição da floresta, tanto para fauna, quanto para população que não está sendo respeitada! Por isso e por tantas outras coisas, o protesto contra Belo Monte não pode parar. A cada dia, mais e mais pessoas abraçaram a causa!
A experiência de participar de uma ação como essa, me acrescentou muito como pessoa, valeu Rosi! Como sempre o Greenpeace me surpreendeu!!!