domingo, 18 de abril de 2010

Trabalho voluntário, um trabalho sério, um estilo de vida!

Por Taís González

Os motivos que levam ao trabalho voluntário baseiam-se, entre outros, em dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal – quando a pessoa doa seu tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior, resultando na prática voluntária –, e por razões ideológicas, éticas ou morais – que levam as pessoas a sentir os problemas e necessidades dos outros como seus, a querer fazer algo para melhorar a sociedade, mudar as coisas, transformar o mundo. Foram estes os sentimentos que impulsionaram a jovem alemã Marianne Siebrecht, de 21 anos, ao voluntariado não só em seu país, mas em terras brasileiras.



Confira a entrevista de Marianne, mais conhecida como Mari, ao grupo de voluntários do Greenpeace de São Paulo, em visita à ONG Clave de Sol, Itapecerica da Serra, SP.

Greenpeace – Há quanto tempo é voluntária do Greenpeace? Como conheceu a organização?
Marianne – Já são quase quatro anos. Meus pais sempre foram colaboradores da instituição e foi assim que a conheci. Desde pequena, eles me ensinaram sobre a importância da preservação ambiental e tudo aquilo que aprendi foi essencial para despertar a vontade de fazer alguma coisa, mudar a realidade, ajudar o Planeta e tentar passar às pessoas um pouco mais de informação.

Green - Como é o voluntariado do Greenpeace na Alemanha?
Mari – O Green está presente em 90 cidades e cada grupo tem mais ou menos 25 pessoas. Temos grupos de voluntários para crianças, adolescentes, adultos e para idosos. Em algumas cidades, os grupos são bem divididos, mas não na minha, em Kassel, sempre trabalhamos. Como a interação é fundamental no voluntariado na Alemanha, todo ano há uma reunião com todos os voluntários e com todas as pessoas que trabalham na organização. Além disso, promovemos o desenvolvimento humano e voluntário, por esse motivo estamos reciclando os ‘voluntas’ com cursos e palestras.

Green - Você pretende ser uma ativista?
Mari - Sim, penso em fazer o curso de ativismo que o Greenpeace oferece, já que lá, é o voluntário quem escolhe se que ser um ativista ou não. Talvez não para fazer escaladas, mas para ajudar de outras maneiras. Existem aquelas pessoas que sobem nas torres e aquelas que ficam no solo e todos são importantes!

Green - O que fortalece e o que enfraquece seu compromisso voluntário?
Mari - Conversar com as pessoas. Isso sempre fortalecerá meu trabalho voluntário, mas também me deixa triste. Perceber que existem pessoas que não se abrem às informações e não querem saber o que temos para falar... É muito triste. No entanto, é muito bom quando alguém deixa um obrigado, um abraço, ou uma fala motivadora, como por exemplo, o trabalho que você realiza é admirável, isso é reconhecer todo o seu esforço em mudar as coisas e em ajudar o Planeta.

Green - O voluntariado acrescenta em seu desenvolvimento humano?
Mari - Nossa, nunca pensei nesse sentido... Mas, a realidade é que eu aprendo muito. Aprendo a aceitar novos conhecimentos, novas opiniões e novas coisas, a ser mais compreensiva e mais paciente. Eu me sinto muito bem em fazer o que eu faço e de estar aqui.

Green - Você está no Brasil há oito meses, porém, não pelo Greenpeace. Quais são as organizações que você participa hoje e qual o trabalho realiza?
Mari - Além do Green, faço parte de um projeto, iniciado há três anos, pelo governo alemão. A ONG Freunde Erziehungskunst Rudol Steiner trabalha no mundo todo, principalmente em países pobres, com a proposta de difundir a antropologia e ajudar no estudo e no desenvolvimento cultural de crianças, jovens e adultos. Eles sugerem algumas instituições e o que elas precisam. Vim para a Clave de Sol ensinar inglês e violino.

Green – Qual o recado que você deixa para as pessoas que desejam fazer alguma coisa pelo Planeta ou que queiiram realizar algum trabalho voluntário?
Mari – Precisamos de muitas pessoas trabalhando por um ideal comum. Juntos, podemos modificar a nossa realidade e o nosso mundo. O mais importante é buscar informações e a internet oferece muitas possibilidades de conhecimento. Para as pessoas que não tem tempo, ajudar com doações é a melhor opção, já que as nossas atividades e ações precisam de verbas. Mas, nada substitui o trabalho voluntário presencial e é por ele que se deve começar. O ser humano se desenvolve com a ajuda efetiva e isso é impagável. Venha conhecer o nosso grupo de voluntários!

“No caminho do voluntariado, aqueles que se entregam pela metade logo estarão exauridos, qualquer esforço os cansa. Os que se entregam por inteiro mantêm-se na linha sob o impulso da profunda vitalidade.” Alberto Hurtado.

2 comentários:

Rosi disse...

Mari é linda por dentro e por fora, foi um prazer conhece-la, ouvir sobre o Greenpeace na Alemanha, muito bom.

Adorei as crianças da Clave de Sol, e todos que colaboram na organização.

Um sábado de sol, música e alegria.

Obrigada a todos os voluntários que estiveram presentes na Clave de Sol.

Beijos

kadu Simplicidade disse...

Boa tarde Mari!!!!
Gostaria de parabenizar a todos pelo trabalho que vcs contribuem para o planeta, conheci o greenpeace em 2005 atraves de um seminario que tive que apresentar na escola falando um pouco sobre o Greenpeace e o trabalho que vcs exerciam, a partir daí acabei me interessando cada dia a mais por esta maravilhosa vida que vcs contribuem, gostaria de saber como faço para fazer parte desta bela equipe???
EStou a disposição a qualquer hora e momento, deixarei o meu Cel (11) 6565-9291 , se vc quiser ligar para conversarmos sera uma honra!!!
Grato,
Att,
Carlos Eduardo